um pouco mais de berlim
é uma obviedade constatar os cambios em berlim, mesmo sem nunca ter estado lá antes ou depois do muro. mas a cidade é muito mais do que seus monumentos, alguém já deve ter dito isso. e berlin consegue manter nas ruas um estilo de vida bastante particular, graças, claro, aos seus habitantes – berliners, em qualquer caso. faltaram horas de passeio para que eu pudesse ter me dado ao luxo de parar com a bicicleta na beira do spree e gastar um final de tarde assim, ao léu, lendo, escrevendo, vendo. também faltaram ânimos para entrar em alguns lugares imprescindíveis, especialmente no verão, como podem ser o bar25 e o plataforma. mas acho que não faltarão ocasiões. fica aqui uma modesta seleção de imagens.
estilismos callejeros:
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feiras e suas vitrines:
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arte na rua:
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paisagens:
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Berlin, Tempelhof: Bread and Butter
Pés destruídos e uma vontade louca tomar um um banho de mar, talvez a única desvantagem de ter a Bread and Butter de volta a Berlim. O calor nos três dias da mostra foi amenizado por chuvas diárias, que hoje veio um pouco mais cedo e antecipou o clima de fim de feira. Mas o balanço final é positivo. Primeiro por Berlim, uma cidade completamente desenfadada, onde se pode mudar de ares com um passeio de uma ou duas estações de metrô. Quem conhece sabe que tudo funciona nessa cidade e que aburrimento não combina com o espírito dos berliners. Mas o saldo da feira foi positivo também pelo que algumas marcas estão preparando para o verão que vem. Tem de tudo, por supuesto, de cópias e imitações horrendas de bolsas Louis Vuitton (siiim, também na BBB tem gente assim, que valoriza o logo acima de tudo) até coisas ótimas – em qualidade e gosto – mas, infelizmente, inacessíveis para o meu bolso. De qualquer maneira, o mais interessante foi comprovar que o que está na moda é o que cada um pode sacar do arquivo – próprio, ou seja, o gosto de cada um, e dos outros, removendo brechós e grandes magazines durante as rebaixas, por exemplo. Muito berliner, aliás. Assim que alguns/mas de vocês podem imaginar qual é a minha ansiedade no momento, considerando que estou em Berlim e que as sales acabam de começar.
A idéia de arquivo associada à busca de identidade própria é a principal “tendência” das marcas mais originais. Em alguns casos isso se traduz como excentricidade, em outros como originalidade, em outros pode ser também ousadia. Uma lição que aqui em Berlim se aprende quase na marra, eu acho, mas sem deixar de se divertir. Moda, no fundo, é uma brincadeira, é como cada pessoa se expressa, se mostra e se joga no mundo, como diria uma amiga minha.
Depois de tanto blablablá, algumas imagens do que eu vi (além das muitas outras que serão publicada no portal Usefahion).

Saguão

Adidas

G-Star

Quick

Blis

The end

Berlin antes

Spree

East Side Gallery

Friedrichshain
De Berlin, ainda tem mais. Soon.
TENDÊNCIAS: temporada aberta
Junho está sendo um mês cheio, finalmente!


Começu com a Denim by Première Vision, dias 3 e 4 de junho em Paris. A mostra trouxe as novidades de 68 forncedores da indústria para o mercado de denimwear para as coleções de outono/inverno 2010/2011 no hemisfério norte. Índigo blue, dark índigo e muito dyed marcam o estilo vintage remarcado para a temporada. A cobertura completa está no portal Usefashion.


A segunda parada foi a FIMI, em Valência, que aconteceu entre os dias 19 e 21. Com uma redução considerável no número de expositores, quase um terço menos que na edição de junho de 2008, a feira se compensou com um espaço dedicado a novos criadores e marcas menos tradicionais. Destaque para a Yporqué, Kiss and Cakes, Mosquito en Aalska e Dehry Kids. Entre as marcas já renomadas, Bacarola e Pan con Chocolate mostraram na passarela as duas coleções mais aplaudidas durante a feira. No jeanswewar infantil, a Bóboli mostrou peças criativas e descoladas para a garotada.
Para completar, no dia 1 de julho começam a Bread&Butter e a Premium, ambas em Berlin. Prometo trazer algumas fotos de moda de rua, já que aproveito as feiras para fazer um pouco de pesquisa.
Nova feira em Barcelona
A Fira de Barcelona cumpre com o prometido e lança uma feira de marcas do sul da Europa para preencher o vazio deixado pela Bread&Butter, que será agora celebrada em Berlim. Batizada The Brandery, a mostra terá cinco espaços:
The Fira será a zona de encontro comercial entre expositores e clientes
Brandtown um espaço exterior de ócio com bares, restaurantes e merchandising
Brandstreet concentrará uma passarela e espaços para imprensa e clientes
The Laundry é concebido como um laboratório de idéias, com debates e exposições
The City será o lugar das festas
As marcas estrão distribuídas entre 4 “espaços urbanos” nos pavilhões da Fira, segundo seu estilo e a personalidade: The Catedral terá marcas de designers reconhecidos; The Loft reunirá as marcas de tendências; The Warehouse reunirá fabricantes de Denim e The Outerspace as marcas de streetwear e sneaker.
Patrocinada pelo Ajuntament de Barcelona, a feira se define como “post fashion circus” e acontecerá entre os dias 7 e 9 de julho, logo depois da B&B. Ocupará a zona superior do recinto de Montjuïc, com previsão de 250 expositores nacionais e internacionais.
D’O Pequeno Dicionário de Moda de Christian Dior (primeira edição, 1954):
“As plumas são adoráveis em uma ave e glamorosas em um chapéu, mas devem ser usadas com grande discernimento. Podem parecer lindas, mas também podem cair no ridículo. Usadas por caciques indígenas no devido contexto, tornam-se muito nobres. Com cautela, uma mulher pode usá-las de modo elegante e peculiar. Sempre escolha plumas pequenas – e graciosas; as grandes parecem espalhafatosas e pouco femininas”.
No Mercadinho Chic da Oscar Freire encontrei uma designer que conseguiu fazer um trabalho belíssimo com plumas. As tiaras dão os melhores resultados. Eu não resisti:


Mais alpargatas de Marc Jacobs
São fotos de fotos, a qualidade não é muito boa, mas dá pra se ter uma idéia de como o estilista está trabalhando as espardenyas. Originais na Vogue España de março.


A influência também aparece nas silhuetas. O chapéu e o cinto são de ráfia:
Espardenyes são alpargatas
Estão longe de ser meus sapatos preferidos. Mas digamos que, historicamente, as alpargatas não podem ser excluídas da sapataria moderna. Não vou entrar aqui na história desses calçados de lona, com sola de esparto ou cânnhamo. Mas vale mencionar que na Viquipèdia se destaca a existência de um documento de 1322 onde se descrevem as espardenyes, um sapato típico dos campesinos medievais da Espanha e da França, que foi “exportado” à América Latina durante a colonização.

Há quatro ou cinco anos anos, fazendo um fashion tour por Barcelona com um amigo desenhador de calçados, vimos um senhor na rua que calçava as típicas alpargatas catalanas com tanta naturalidade que paramos para perguntar onde podíamos encontrar um par igual. Ele nos levou à La Manual Alpargatera, na Carrer Avinyò, em frente do que hoje é a Adidas e ao lado da American Appareal, inaugurada no ano passado. Faz pouco menos de um ano, uma outra amiga igualmente fanática por sapatos teve a idéia de levá-los à Nova Zelândia, e agora, Marc Jacobs lança sua versão das alpargatas.
E eu não podia deixar de juntar tudo. As cores das espardenyas MJ variam, têm brilho, salto agulha de crochê e me lembram alguns modelos que estavam na vitrine da La Manual em fevereiro.

No entanto, meus modelos preferidos até agora são os rústicos, que valorizam as fibras naturais e os acabamentos artesanais. Este foi fotografado em setembro do ano passado, durante a 080 Barcelona (que ainda não foi confirmada para este ano?)
Imagens para o verão 2010

Céu, cores, brancos, trilhos, arquitetura, geometria, blur, luz
Imagens para o verão 2010

Azul céu, reflexos, branco, transparências, texturas, movimento



